quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Amigo é pra essas coisas

Hoje eu dirigia para o trabalho pensando na vida, nos problemas cotidianos e ouvindo notícias no rádio.
Vinha em um turbilhão de ideias, de como encaminharia as coisas do dia, dessas que, não fosse a habilidade e familiaridade com os assuntos, qualquer um certamente perderia o bom humor.

Eu sou um premiado com o trabalho. Hoje posso dizer que tenho prazer em fazer o que faço; apesar das responsabilidades e da seriedade do serviço, faço com certa facilidade e, por que não dizer, com prazer.

Acredite se quiser, durante minhas últimas férias eu senti saudade do pessoal do serviço e olha que se tem uma coisa que eu não fui, não sou e nunca serei é um exemplo de trabalhador. Não passo nem perto de um operário padrão, funcionário destaque do mês e, menos ainda, de um "pelego". Ah, isso não sou mesmo (me permita aqui, grafar um sorriso de redes de relacionamento... rsrsrsr).

Bom, nesse mundo agitado, corrido, onde se tem dez coisas pra fazer e tempo para apenas duas ou três, meu telefone celular tocou - e não havia hora mais apropriada, porque na grande maioria das vezes não cometo essa infração de trânsito e eu estava justamente parado em uma dessas passagens de nível onde a porteira interompe o trafego de automóveis para dar vez ao trem.

Era meu vizinho, o China, amigo de longa data, que não telefonaria para mim, se não fosse algo importanteou, no mínimo razoável, ao ponto de ter de falar na urgência de um celular.

Como eu havia saído atrasado de casa, pensei que possivelmente tivesse esquecido um portão ou uma porta aberta ou, sei lá, uma lâmpada acesa ou tivesse deixado o Bernardo ou a Kiara - meus fieis cães - pra fora. Enquanto o aparelho pedia atenção em seu frenético vibrar, pensei que lá vinha uma má notícia, fosse qual fosse, afinal de contas o mundo anda tão complicado, já dizia Renato Russo.

Atendi

Depois dos cumprimentos de praxe, o China, meu vizinho me contou uma piada.
_É só pra alegrar o seu dia, disse com voz de quem tinha entregue um presente valioso.
_Eu acabei de ouvir e lembrei de você. Achei que agora era a melhor hora para compartilhar essa alegria.

Adivinhou. Era!

Obrigado China. Amigo é (também) pra essas coisas.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Palmas para o "Rodela"

Um sábado desses, pela manhã fui à região da Rua Santa Ifigênia, no centro velho de São Paulo. A cidade estava como uma panela borbulhante, de tanta gente que ia e vinha, por conta do dia dos pais comemorado por aqueles dias. Ali era notória a lei da oferta e procura: onde há compradores, lá estão os vendedores ambulantes - no caso driblando a fiscalização que se fazia presente e inibidora dos menos ousados, porque aqui e ali, um deles desembrulhava sua mercadoria, sempre de olho no "rapa" que poderia surgir a qualquer momento.

Aliás, nesse ponto, a prefeitura de São Paulo está fazendo um relativamente bom trabalho. Quem conhece São Paulo sabe que, há não muito tempo, as calçadas e boa parte das ruas eram completamente tomadas pelos camelôs. Hoje já dá para transitar com certo conforto, mesmo na Rua 25 de Março, local de um aglomerado de gente, sem igual.

Porém o que me chamou a atenção não foram as corridas sorrateiras dos ambulantes, mas a quantidade de artistas de rua que - agora com mais espaço - podem mostrar seus dotes aos passantes. Se é proibido ou não, não sei, porque não vi um sequer fugindo dos fiscais. São estátuas vivas, palhaços, músicos - de algum país andino tocando flauta acompanhados por dançarinos de mesma etnia, que aproveitam para divulgar e vender seus CDs -, mágicos e... o Rodela. Siiiimmmm aquele cidadão que participa (ou participou - não sei porque não assisto) do programa do Ratinho, no SBT.

Confesso que fiquei surpreso ao vê-lo ali, no Largo São Bento, vestido de mulher e apresentado uma de suas equetes ao público passante. Desenvolto, engraçado - sim, engraçado -, não só pelas caretas que só ele consegue fazer, mas também pelo texto decorado ou improvisado, não dá pra decifrar. Um artista que surpreende. As pessoas paravam aos montes formando uma espécie de teatro de arena, ao seu redor, para acompanhar suas palhaçadas muito bem articuladas.



Naquele bololô de gente, eu me fiz a seguinte pergunta: como é que o tal do Ratinho ganhando o que ganha na TV, deixa um artista que lhe prestou (ou presta) serviços e certamente o ajudou a alcançar bons índices de audiência ficar nessa situação? Não que haja mal em se apresentar para pessoas em praça pública que, na maioria dos casos, jamais foram ou irão a um teatro ver um show de humor.

Se o Rodela se dispõe a mostrar sua arte a um público itinerante, em troca de moedas, dos dois um: ou seu coração é mole como gelatina que o faz doar arte a quem não tem dinheiro para pagar, ou vende arte a preços tão baixos que, até quem não pode pagar, acaba ajudando.

Se for segunda hipótese, acho que o roedor deveria ter vergonha de pregar aquela complacência com os mais necessitados. O Rodela é um deles.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

É permitido respeitar a Lei. Os clientes também.

Sou um frequentador que não pode ser rotulado como assíduo, nem esporádico do Famoso Bar do Justo - uma barzinho conhecido da Zona Norte de São Paulo, pelos seus quitutes deliciosos (e premiados em concursos de grande repercussão) e pela gente bonita que frequenta o lugar.

Na segunda-feira estive por lá. O ambiente estava sossegado, com poucas mesas ocupadas e os garçons simpáticos e atenciosos, como sempre, mesmo em se tratando de uma segundona braba.

Mas uma coisa me chamou a atenção e me deixou boquiaberto: observei que um senhor que me pareceu ser o proprietário do lugar - pois ele está em vááááárias fotos dependuradas na parede do estabelecimento, abraçado com pessoas do meio artístico - fumava um cigarro atrás do outro, em intervalos menores de 10 minutos.

Bem... o problema, a saúde e o dinheiro são dele e eu nada, absolutamente nada, tenho a ver com isso, a não ser o fato de que ele fumava "dentro do estabelecimento", com o cinzeiro no balcão e ao lado daquela plaquinha que diz: Proibido Fumar Neste Local.

Tirando a falta de educação com os clientes e o desrespeito à Lei desse cidadão, o lugar é legal e eu indico para um happy hour.

A ropósito, dá uma olhada http://www.famosobardojusto.com.brhttp://www.famosobardojusto.com.br/

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Quem não chora, não leva ferro!




















Há muitos dias tenho me virado para passar roupas com um ferro desses pequenininhos de viagem. É um tormento e uma grande perda de tempo, porque a área de abrangência do dito cujo é tão pequena, mas tão pequena, que para alisar uma simples camisa pode levar mais de meia hora. Isso pra deixar "meia-boca".

Outro agravante é a pouca quantidade de água que cabe em seu reservatório; é uma recarga a cada manga. As costas então... tem de ter fé, senão não passa.

Eu, dentro da santa paciência que Deus me deu, deixava estrategicamente uma jarra d'água, ao lado e ia dando de beber ao pequeno objeto, que mais lembra um filhote de sapo com sede.

Porém, depois de muito reclamar, minhas preces foram atendidas: ontem, cheguei no trabalho e fui informado que havia um presente para mim, sobre a mesa.

Imediatemate fui ao encontro do lindo, bonito, maravilhoso e necessário ferro de passar. O bitelo é desses que têm vapor especial e, pelo tamanho da chapa, com duas ou três passadas, lá se vai uma camisa. O presente foi de uma amiga de trabalho.

Acho que a Mari não aguantava mais eu reclamando
A alegria foi tanta, que estou pensando seriamente em oferecer serviços de passadeira (passadeiro, no caso) "leva e traz". Alguém aí se interessa?

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Sorte de quem os contratou

Estou de volta depois de alguns dias sem dar as caras por aqui. Mas não pense que foi a falta de assunto que me tirou temporariamente desse espaço. Muito pelo contrário, foi o excesso de atividades que não me permitiu abastecer o que posso chamar de oficina de ideias.

Tantas coisas aconteceram, a maioria digna de nota, mas uma delas se destacou no universo de contecimentos no cotidiano: a saída de dois grandes personagens de meu ambiente de trabalho. Há pessoas que passam pelas nossa vidas e, por mais que sejam importantes, não conseguem, sequer ser lembradas quando consultamos nosso HD em busca de velhas lembranças. Outras imprimem sua presença de forma tão contundente, que fica impossível não lembrarmos delas, diante do mais simples comentário do dia-a-dia.

Foi dessa forma que duas figuras interessantes deixaram meu ambiente de trabalho, depois de longa data: o webmaster Danilo Yoshida e o grande jornalista Marcelo Daniel foram doar talento a outras empresas e, claro, receber uns cruzeiros a mais por isso.

Yoshida é o típico jovem da geração digital, até por isso emprestou seus conhecimentos na área de informática, durante muito tempo a um boletim sobre o assunto, quando eu apresentava o jornal da Rádio Estação de Franco da Rocha, município da grande São Paulo. Ele é do tipo que tem como passatempo ficar em frente ao computador desenvolvendo algum projeto que, nós leigos, não faríamos nem em hora de serviço, mas pra ele é diversão. Sabe tudo do assunto.

Não que eu tenha sentido muita falta dele no departamento, porque quando estava concentrado, era quase impossível notar sua presença. O cara era abduzido mesmo pelo trabalho, mas naquela mesa do boteco, após a jornada, ela faz uma falta danada. 

Da mesmo forma, observo a saída do Marcelo Daniel. Ele é o tipo de profissional completo: inteligente, antenado com tudo que acontece mundo afora e, mesmo com pouca idade, conhecedor de flashbacks inimagináveis a um ser tão prematuro; além disso, a segurança com que trasmite seus ensinamentos deixa claro que a concorrência não o abala. Seus boletins diários na mesma rádio eram gostosos bate-papos, que faziam eu e - tenho certeza - os ouvintes aumentarem o volume do rádio depois da vinheta de abertura. Tudo isso, diuturnamente acompanhado de um indescritível bom humor.  Marcelo é o tipo de profissional que qualquer empresa com o mínimo de bom senso contrata, sem fazer objeções.

Fica aqui a homenagem aos amigos, profissionais e, por que não dizer, irmãos de fé, Danilo Yoshida, o Japa do Paraguay e Marcelo Daniel, o locutor das multidões.

Sorte, saúde e sucesso em seus novos trabalhos.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

O trem nosso de cada dia

Hoje vi no G1 http://bit.ly/cdMJ8h, que os trens da CPTM, em Sâo Paulo, mais precisamente a linha “Esmeralda, nº9 (os trechos recebem nomes de pedras preciosas ), que liga Osasco ao Grajaú, apresentava problemas com as composições. Segundo a reportagem, os trens chegavam a parar entre uma estação e outra, apesar de a Companhia não admitir falhas.


Confesso que devo ter usado pouco esse ramal ferroviário e, todas as vezes, percebi que há uma intervalo muito grande entre os trens, talvez pela quantidade relativamente baixa de usuários, em comparação com as outras linhas.


Quando via a reportagem, automaticamente me lembrei da linha Rubi, que liga as estações de Luz e Francisco Morato e recebe uma verdadeira avalanche de usuários diariamente, porque transporta os trabalhadores das cidades-dormitório da região oeste.


O que mais me deixa indignado é que, literalmente, todos os trens reduzem a velocidade quando se aproximam de qualquer um dos dois terminais. É uma coisa de dar nos nervos o anda-para e os pequenos solavancos, nos dão a impressão de que o condutor não sabe se acelera ou freia.


Até entendo que, para mudar de trilho, o trem tenha de passar em baixa velocidade, mas não compreendo porque os senhores engenheiros da empresa não criam uma logística de chegada e saída dos trens, sem a necessidade de testar a paciência do usuário.


No entanto tenho de admititir que o atendimento tem melhorado consideravelmente. Há um serviço que recebe denúncias via torpedo SMS http://bit.ly/8e8ZDs. Funciona assim: quando o usuário vê alguma coisa errada dentro do trem, ele pode mandar uma mensagem de texto para a companhia, que destaca seguranças para averiguar. Tudo isso de forma anônima e muito discreta, sem comprometer o autor da denùncia. Qualquer anormalidade que possa atrapalhar a viagem, como usuários de drogas, vendedores ambulantes, brigas ou pessoas suspeitas são averiguados na próxima estação, tão logo a empresa receba o torpedo-denúncia. O número é 7150-4949.


Outra novidade que deve ser reconhecida como um avanço para a população é apresença de um segurança por vagão nos trens novos, aliás, isso deveria ser estendido a todos os trens. Além de garantir uma viagem mais tranquila aos passageiros, ainda gera emprego e renda.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Assados "ao ponto"

Hoje eu saí de casa bem agasalhado. Acordei cedo, por volta das 7h30 (isso pra mim é madrugada) em busca de mais um dia.


Logo ao abrir a porta da garagem percebi que minha espinha dorsal não apresentava os famosos arrepios delatores de um dia frio.
Bom... pra essa história não ficar com cara de "meu querido diário", devo dizer que meu termômetro natural, mais uma vez, não se enganou.


São Paulo teve hoje 28,4ºC de temperatura máxima, portanto, o dia mais quente deste inverno, segundo medição do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) http://www.inmet.gov.br/.


O próprio Instituto alerta que o normal seria algo em torno de 22,1ºC e que a temperatura está muito acima disso para essa época do ano. No último dia 25 de junho também fez calor, mas o forninho ficou regulado em 27,7ºC.


Desnecessário dizer que o aquecimento global é quem está causando essa bandalheira no clima do planeta, mas penso que é errado dizer que a culpa é dele. Na verdade nós é que somos os verdadeiros culpados da sauna aumentar cada vez mais seu poder de destruição. É uma boa parte dos seres humanos que não regula seus automóveis, para emitirem menos gases poluentes, não se preocupa em usar e descartar na natureza as sacolinhas plásticas de supermercado, não reduz o tempo do banho, não separa o lixo reciclável, não, não, não.


Junte-se a esse descontrole climático, todos os outros problemas sociais ao redor do globo, tão irreversíveis quanto a onda de calor que derrete as geleiras, sobe o nível do mar e cozinha a gente em fogo, cada vez mais alto. Guerras, fome, doenças, líderes de nações que não se entendem e falsos profetas - que prometem o reino dos cés, como um político corrupto em franca campanha eleitoral - contribuem para a instalação do caos anunciado.


Ao meu ver - e me corrijam se eu estiver errado - o mundo está mesmo precisando ser passado a limpo. Com urgência.